terça-feira, 25 de abril de 2017

A dor singular de cada um

Deparo-me com a frequente preocupação de profissionais em encontrar soluções práticas que facilitem o diagnóstico e o tratamento das variadas condições álgicas que eles observam em seus pacientes. Busca-se uma resposta para uma questão mal elaborada.

Não há solução mágica, ou receita em manual. Há um paciente único e individual que sofre com sua dor. Sendo assim, mesmo que se conheça todas as terapêuticas possíveis, e que todas elas sejam eficazes, ainda assim a dor pode continuar. Porque não se trata da dor em si, trata-se de cuidar do paciente.

Não há outro caminho: é preciso muito estudo e vontade de se compreender o fenômeno da dor. Não basta saber todas as condições nosológicas existentes e seus critérios se não houver profundo conhecimento sobre a neurofisiologia da dor. Mas também não basta conhecer tudo sobre a biologia da dor e das variadas condições se não houver compreensão do sofrimento em si. Ainda assim haverá algo a mais: aspectos da narrativa do doente que escapam a esta formação e que vão depender da intenção verdadeira de entender a situação particular, além de bastante experiência.

O profissional deve ter a mente aberta para o que o doente lhe conta. Não há treinamento para isso, há a vontade de aliviar o sofrimento de outrem. E isso só ocorre em profissionais que são pessoas dedicadas e atenciosas em todas as circunstâncias da sua vida.

Portanto, se posso dizer algo aos meus alunos é que procurem estudar muito por um lado, e cuidarem de suas almas pelo outro. Pessoas melhores com certeza refletirão em profissionais melhores como uma consequência natural da dedicação.

A falta de sentido

Talvez seja inédito na história a ausência de significado para a vida em uma época de tantos recursos e amplas possibilidades de encontrar desafios produtivos e realizações verdadeiras. Há sempre o que fazer, mas a mente deixada perante si mesma se sente vazia. Abundantes são os recursos, escassa a vontade movida pelo sentido, o que torna qualquer desconforto um grande sofrimento.
Há tanto que queremos fazer, mas falta a apropriação da responsabilidade em realizar; falta reflexão sobre os atos e principalmente pelas palavras, pensa-se no que se deseja ter e aonde se quer chegar, mas pouco se fala em quem se quer ser. Perante esse cenário, a dor não escapa como sintoma, e sua intensificação muito tem a ver com a falta de motivação e sentido.

Todos temos dores físicas e emocionais, e em uma boa parte dos casos é de nossa responsabilidade o modo de enfrentá-las. Quanto mais significado para a vida e amor próprio, e principalmente quanto mais desejarmos o sucesso e bons resultados, menor a importância da dor. Talvez a presença dela se transforme em um estímulo para a superação. No entanto, nada como ir mais além e a fundo, e buscar o verdadeiro sentido do ser no mundo, como bem coloca Viktor Frankl.




quarta-feira, 15 de junho de 2016

A resposta pode estar em sua própria história

Embora vivamos em uma era em que muito se sabe sobre o bem viver, a qualidade de vida, os alimentos que podem ajudar, o tipo de rotina saudável, há um número crescente de pessoas no mundo com problemas como obesidade, depressão, dor crônica. Afinal, o que pode estar errado?

O estilo de vida saudável é baseado em evidência, resultado de estudos científicos em populações de várias localidades. Mas as pesquisas precisam, pela sua própria natureza, deixar de fora inúmeros aspectos individuais que podem fazer diferença. Sem esse controle, essas pesquisas não são ditas científicas, entretanto justamente por isso elas não conseguem responder pelo cenário que se observa.

Quem carrega suas doenças, suas tristezas e suas angústia são pessoas, indivíduos, não o resultado médio de pesquisas controladas. É preciso olhar para cada história, cada sofrimento, cada sintoma presente em uma PESSOA para saber do que se trata. Muito provavelmente é o que está de fora das pesquisas que faz a verdadeira diferença para se ter qualidade de vida e completo bem estar físico, psíquico e social.

sábado, 26 de setembro de 2015

Estratégia para viver feliz

O excesso de informações e a abundância de urgência nos contatos através de mensagens instantâneas  mantém as pessoas ocupadas, e sem saber o que fazer com seu tempo livre. Felicidade parece que virou sinônimo de estar com algo para fazer e terminar tarefas, perdendo-se completamente o aspecto estratégico da vida.
Aliás, quando nos vemos sós, buscamos justamente as mensagens no celular, emails, outra coisa para passar o tempo e nem aguentamos ficar somente conosco mesmo. Ou ainda, ficamos tristes e depressivos. O que pode ser feito para melhorar?
A primeira coisa: pensar em quem você é, o que pretende com sua vida, e o que realmente agrega valor (aquilo que brilha os olhos, mesmo que seja tarefa simples do dia a dia). Sentir-se útil é crucial, sentir-se desafiado no limite e realizar conquistas é essencial.
Dê a si mesmo esse trabalho de investigar sobre você mesmo e se descobrir, de verdade. Não vale justificar com falta de tempo, porque tem sempre aquele momento parado dentro do carro no trânsito. Não vale dizer que você não escolhe a vida, porque há sempre a escolha mínima que é de que forma encarar o que não pode ser mudado: pelo amor ou pela dor. Esse é o início do caminho.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Mentalizar para viver melhor

A cada dia, novos tratamentos e remédios são lançados, e são inúmeros os avanços das ciências na busca pela cura, pela longevidade, e pela vida melhor. Estamos vivendo com mais saúde e com mais recursos, mas nem sempre isso se reflete na felicidade. Há tantas opções de lazer, passeios, mas muito parece ser sem sentido.
Parece causa perdida ou sem explicação? Mas não é. Sem dúvida muitas coisas mudaram na sociedade, mas há formas bastante práticas de lidar com isso e tornar a vida melhor.
Estamos oprimidos, com muitas obrigações, muitos compromissos e preocupações. Mas se nos mantivermos paralisados ou desesperançosos diante disso, o futuro será mais incerto e não encontraremos a força necessária para avançar e progredir. Pois para enfrentar é preciso ser forte.
Há pessoas que são naturalmente assim: ativos, sempre ocupados, sempre vendo o lado bom da vida. Teriam elas menos problemas? Não, e não se engane com as aparências, porque todos nós temos nossas dores e nossos sofrimentos, e às vezes quem sofre calado sofre muito mais que outro que anuncia seus problemas.
Será possível aprender com essas pessoas e mudarmos nosso jeito de ser? A boa notícia é que sim, podemos fazer isso, e há comprovações científicas. É possível mudar a nossa forma de ver as coisas e de perceber o mundo através de técnicas muito simples e poucos minutos de dedicação a cada dia.
A fórmula? Meditação, mentalização. Ao nos concentrarmos de forma serena sobre nossa existência, nossos objetivos, nossa saúde e nossos pontos positivos, podemos mudar nosso cérebro, nossa mente e nossas emoções, e isso se refletirá durante todo o dia de trabalho. A prática é amiga da perfeição, e a mentalização diária (mesmo que poucos minutos) pode mudar completamente a forma que você se relaciona com as coisas e com as pessoas, trazendo motivação e energia para trespassar obstáculos e plantar boas sementes que significarão frutos no futuro.

Proponho um desafio: faça o teste. Permita-se mentalizar o que há de bom e agradecer pelo que já tem e pelo que virá. Pense sempre pelo lado positivo, use a mentalização para abandonar mágoas e parar de remoer o passado. É preciso serenidade e determinação, mas o hábito faz o monge, e o benefício vale o custo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Como encontrar-se consigo mesmo

Para todo lado que se olha, é possível observar pessoas ocupadas até mesmo quando nada fazem. Olham seus celulares, respondem a mensagens, folheiam alguma revista, mantendo seus pensamentos para o lado de fora e evitando o confronto consigo mesmas. Parece que sempre foi assim, mas o quadro se agravou com tantos instrumentos móveis que permitem o acesso a tudo. Acesso ao mundo, mas a permanência é solitária.
Não bastasse não tolerarmos passar o tempo conosco mesmo, recorremos a formas de falar com os outros sem ter que falar com eles de fato: textos escritos, emails, SMS, WhatsApp. Queremos ficar a sós, mas os pensamentos não bastam, eles precisam estar na rua, nas notícias, na vida alheia. As outras vidas, parecem tão felizes pois há somente alegrias nas postagens: aparentar felicidade ajuda a nos sentirmos mais felizes mesmo que seja dura a verdade.
Um dia, porém, a situação muda. A luz acaba, a noite é escura, e o sinal do 3G / 4G desapareceu: resta apenas uma alternativa, ficar com esse sujeito estranho que se pode chamar de seu. Você mesmo. O contato com a realidade pode ser árduo mas é saudável e necessário; pode trazer paz de espírito.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Espiritualidade

Divulgação

Espiritualidade para a saúde: curso teórico-prático livre
5 horas de duração
Serão apresentadas as evidências científicas da espiritualidade para a saúde e a aplicação prática em formato workshop. Aberto para todos os públicos.
O conteúdo programático inclui: Evidências fisiológicas da espiritualidade, espiritualidade enquanto filosofia e humanismo e a prática da mentalização.
Interessados, por favor preencher https://pt.surveymonkey.com/r/NLH9ZQR